sexta-feira, setembro 19, 2008

Dahhhh!


Ultimamente sinto-me assim... Uma burra! Parece que não vejo as coisas mais óbvias!

terça-feira, setembro 16, 2008

Precisam-se...

... miminhos.

Saudade (parte II)

Levantas-te.
Aproximo-me. Já sinto o calor trazido pelas chamas. Ou será apenas o calor que emana do meu coração?
Os teus braços envolvem-me, o meu nariz roça o teu pescoço. Como é óptimo ter-te bem junto a mim outra vez. Estou feliz por estares comigo, mas mais feliz ainda por não ter de imaginar mais como prosseguir a minha vida sem fazeres parte dela. Enterro o meu rosto no teu pescoço e fico ali a sentir a tua pele, o cheiro da qual eu tinha saudades.

O meu peito parece pequeno para alojar os sentimentos que me invadem neste momento. Como é possível nutrir isto por alguém? É inexplicável o ser humano… Inexplicável talvez não seja, mas um mistério agradável é com certeza.

Não digo nada. Também te manténs calado. Julgo que os nossos pensamentos estão unidos num só: por mais belas que sejam as palavras, há momentos que as dispensam.
E assim nos quedamos juntos, apertados, felizes. A vida é um conjunto de momentos, nada mais.

O silêncio da noite é apenas quebrado pela linguagem imperceptível das chamas que continuam a envolver a lenha, fazendo-a desaparecer com os seus beijos.

Agora já não se ouve nada outra vez.

Só silêncio.

Afinal estou como sempre costumo estar, a tentar preencher com sonhos acordados este vazio inquietante do meu quarto que se alastra à minha vida.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Saudade (parte I)

Cai a noite, essa confidente dos solitários. Com ela traz o silêncio, sentado no ombro esquerdo, qual diabinho imponente. No ombro direito, por entre uma escorregadela ou outra, tenta sentar-se direita a melancolia, mas de tanta moleza que transmite, contagiou-se a ela também.

Nada se compara à noite. Única na sua essência, na sua ambiência, nas cores, nos sons que acarreta e até nos sentimentos que habitam as pessoas.

Fantasio-te na noite. Às vezes também de dia, mas sobretudo à noite. “Diz-se que o silêncio inspira medo porque, nesse vazio, ninguém é dono de nada”** , mas não há que recear este silêncio de que falo, porque ele transporta-me até ti, ou és tu que és trazido até ao meu cérebro e alagas os meus pensamentos. Sensação agradável na maior parte das vezes.

Estás aqui de novo. Que bom.
Não sei bem onde estamos, mas ouço o fogo crepitar, fruto da lenha com que o alimentas. Vejo-te sentado, a rabiscar qualquer coisa num bloco de notas. Ao teu lado, uma cadeira vazia, num convite mudo para mim e para o vestido branco primaveril que trago posto. Ainda não me viste e não o lamento; quero ficar a olhar-te, quero que este momento fique paralisado no tempo. Há momentos que devíamos ter o dom de guardar no álbum do coração como fotografias que podemos fazer perdurar e que nenhuma borracha vai apagar nem nenhum vento vai levar.

Caminho mais um pouco e tu continuas perdido entre as linhas do teu bloco e a caneta que passeia nos teus dedos. De repente páras, como se alguém te tivesse sussurrado algo ao ouvido; olhas e vês-me, mas não te levantas. Ficas fixo em mim e eu em ti, vejo as chamas reflectidas no teu olhar e tu a Lua no meu. Abres-te num sorriso e eu, quase que irreflectidamente, sorrio também com um reflexo involuntário. Fazes-me bem. Click, mais um momento congelado no álbum do coração.


**“Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, Mia Couto

[como não sou adepta de posts muito grandes, optei por dividir este e acrescentar-lhe aqui um "CONTINUA..."]

terça-feira, setembro 02, 2008

Yey!

Faz quase um mês que estou a ganhar o combate unhas e dedos! Nada de roer unhas, de "comer" peles, nada! Os arranhões que tenho são do trabalho (que são o pão nosso de cada fim de semana lol).

Além disso é a segunda vez que estão pintadas de cores arrojadas hehe Antes nem vê-las, agora "que se lixe!" LOL

Eu sei, é um post muito girlie, mas perdoem esta pobre alma...

segunda-feira, agosto 25, 2008

Inferno

Não é que eu me possa queixar muito, mas achei piada à imagem... hehehe

quinta-feira, agosto 21, 2008

Cinema

Em dois dias, dois filmes franceses. Não é normal.
Primeiro gosto de cinema, mas não sou cinéfila (longe disso até) e segundo normalmente vejo comédias românticas daquelas americanas bem parvas e em que todos vivem felizes para sempre, mas que me dão daqueles momentos "sente-te bem e não penses na vida por um bocado".

Ora os dois filmes que vi, ambos franceses, já não é normal.


O primeiro não faz nada o meu estilo, mas gostei da sinopse e estava cotado como um dos melhores do género do ano em que saiu. Vi, mas não gostei muito. As coisas acontecem muito depressa e o banho de sangue é desnecessário. Comparo este filme à parvoíce que acho o Saw. Ouvre-moi ta porte... Que je tóuvre le ventre.

O segundo compensou totalmente o primeiro. Por um lado, porque é baseado num dos policiais (um dos meus géneros preferidos) que mais gostei de ler até hoje. E ainda por cima, um dos mestres dos policiais, Harlan Coben. 8 years ago, Alex's wife was murdered. Today... She e-mailed him.

E mais não digo, aguardo por opiniões vossas meus fiéis visitantes ;)

terça-feira, agosto 19, 2008

Perdas ou ilusões

"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
[Miguel Sousa Tavares]

segunda-feira, agosto 11, 2008

Experiências

Aqui a filha que nasceu por "engano", que não estava prevista e que continua a ser lembrada disso habitualmente, sente-se cada vez mais sozinha, cada vez mais um vidro. Mas nem é um vidro baço através do qual as pessoas só distinguem formas. Baço, mas que incomoda. É um vidro limpo, tão limpo que até dava para fazer daqueles apanhados em que as pessoas vão contra ele por pensarem que a porta está aberta. Sinto-me como se as pessoas não estivessem nem aí para mim, não lhes atrapalho a vida porque conseguem ver plenamente através de mim.

Para o comprovar já fiz várias vezes as mesmas experiências:

-
estou a falar e não noto reacções da(s) pessoa(s) àquilo que digo. Então calo-me. E a ausência de reacções continua. O que só prova que a(s) pessoa(s) estão-se tão nas tintas para mim que nem deram conta que me calei. Então continuo calada, é o melhor.

- estou num grupo de pessoas (especialmente em casa), cada um fala à vez, os outros calam-se para o/a ouvir. Mas quando me toca a mim, basta eu começar a falar para alguém se lembrar duma cena qualquer extraordinária e me atropelar. Então calo-me e ninguém me "defende" (não que eu precise) e eu também já nem contesto. Fico calada, é o melhor.

Mas sinto-me cada vez mais infeliz e só. Foda-se.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Agradecimentos #2

A Fernanda achou por bem nomear-me neste desafio. Obrigada pela nomeação!
No entanto, como não consigo arranjar 10 novos desafiados para a roda continuar a girar, fico-me pelo agradecimento.