terça-feira, abril 01, 2008

Urgente

Esta não é a frase do dia... é a frase de todos os dias:

* Tudo aquilo que algum idiota te diz que é urgente, é algo que um imbecil não fez em tempo útil e querem que tu, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde !! *

[recebido por mail]

segunda-feira, março 31, 2008

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.

Detonaste o pacto.

Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.


Que poderias ter feito de mais grave
do que o acto sem continuação, o acto em si,
o acto que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.

Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade



Pode ser que um dia passe... [a saudade]

quinta-feira, março 27, 2008

Perguntas sem resposta #1

- Como é que se rasga a saudade?
- Como é que se bloqueiam pensamentos?
- O que fazer para apagar uma memória?
- Como abraçar um cheiro e mantê-lo connosco?
- Como posso dizer que te amo sem que da minha boca saia qualquer som?
- O que posso fazer para extrair a doçura do teu olhar?
- Como se traduz em palavras o amor? Será alguma [palavra] suficiente? E por gestos, será possível?
- Como posso explicar-te que, nos dias em que não gosto de ti, é só uma questão de tempo até me lembrar de coisas boas e voltar a sorrir?
- O que tenho de fazer para guardar no coração o calor de um momento?
- Compreendes/Consegues compreender que nem sempre quando choro é de tristeza?
- Onde é que está a escada para alcançar os sonhos?
- Com que espécie de arma se pode erradicar a injustiça? (do mais pequeno ao maior nível, da situação mais insignificante à mais grave)
- Como domesticar a teimosia e gerar compreensão?

* 14.03.2008

quarta-feira, março 26, 2008

TyLeR rAmSeY

Não conhecia, mas passei a conhecer e a gostar.
Tranquiliza, a voz acalma... Não acham?



Recommended by David, um músico bacano com um nível de loucura muito genial**

terça-feira, março 18, 2008

Just a thought...

Tudo o que é bom dura pouco, não importa o que fazes, tudo acaba em merda mais tarde ou mais cedo.

quinta-feira, março 06, 2008

Nós, os jornalistas

O título deste post foi só mesmo para parecer importante... lol
No fundo, o título devia ser algo como "nós, os pseudo jornalistas" ou mesmo "eu, a pseudo futura ex-jornalista?". Pseudo jornalista sempre serei; jornalista é que já não sei.
Adiante...
O jornalismo é realmente um mundo extraórdinário. Mesmo que eu nunca venha a ser jornalista, esta ideia nunca vai mudar. Porque quanto mais conheço do mundo, mais me vou envolvendo no "jornalismo caseiro" (aka mundo jcciano), mais sinto paixão por essa profissão tão poderosa.
Já não tenho aquela ideia romântica e utópica de que o jornalismo pode mudar o mundo; mas é com certeza uma profissão com imenso poder, caso contrário não seria chamado de 4º poder.
A utopia de Thomas More já lá vai... A ideia utópica de que o jornalismo pode mudar o mundo também. Mas o mundo continua a mudar a forma de exercer jornalismo.
E o jornalismo pode não mudar o Mundo na verdadeira acepção da palavra, mas desde há muito tempo que transformou o meu mundinho.

[20/12/2007]

segunda-feira, março 03, 2008

Physalis


Camuflada em folhas secas, saboreada pura ou coberta de chocolate, delicada e deliciosamente ácida, a physalis faz sucesso no Brasil.
A physalis é uma fruta que tem tudo para ser considerada exótica: nome, aparência e preço. Apesar disso, no Norte e Nordeste do país é comum nos quintais e é conhecida por nomes que não podiam ser mais brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã e mata-fome. Desponta selvagem nas paisagens do Norte e do Nordeste. Popular nos quintais das casas do interior da Bahia. No Pará, cresce em abundância. O costume local sugere o uso das raízes da planta (homônima) no tratamento da hepatite e da malária. Os índios da Amazônia batizaram a physalis de camapu. Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas.
Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura.

Uma fruta pequena, bonita, delicada e de sabor ácido começa a brilhar nas mesas requintadas do país, ao fim das refeições, em parceria com o café. A physalis apresenta-se pura ou recoberta de uma camada de chocolate, em fascinante contraste de cores e sabores. Nativa das regiões temperadas e tropicais, tem a parte comestível protegida por uma delicada folha seca, assemelhada ao papel de arroz. A cor da fruta vai do amarelo ao verde, passando pelo vermelho.

Parece exótica, mas não é. Na verdade, é filha brasileira. Possui irmãs na América, Europa e Ásia, dividindo-se em cerca de oito variedades. Pende de arbustos que chegam a medir 2 metros de altura. Integra a grande família das solanáceas, da qual ainda fazem parte a batateira, o tomateiro, o pimentão e as pimentas. Nos países europeus e nos asiáticos, a physalis surge em deliciosas receitas, como a britânica gooseberry fool, um creme que combina a fruta com chantilly. A refrescante sobremesa é feita com uma physalis esverdeada, apelidada de limão do norte. Os australianos a transformam em conserva. Pouca gente sabe, mas o tomatillo, produto de destaque na culinária mexicana, é na verdade uma physalis cultivada e consumida desde os tempos dos astecas e indispensável no preparo da típica salsa verde. A variedade nativa no Brasil se chama Physalis angulata. Utilizam-na para fins terapêuticos.

Apesar da popularidade entre os habitantes das florestas, a physalis só agora começa a conquistar status no meio urbano. Os supermercados das grandes capitais, porém, oferecem a fruta importada da Colômbia, já que a brasileira tem produção ainda bastante tímida. Além de saboreada in natura, a physalis revela-se ótimo ingrediente para sorvetes e compotas. Mas talvez a mais perfeita de suas combinações seja com o chocolate. No restaurante paulistano Palazzo Grimaldi, o chef italiano Luciano Boseggia manda physalis parcialmente cobertas com chocolate junto com o expresso, acomodadas num pratinho de petits-fours. A feliz parceria da fruta com o chocolate também pode ser conferida nos bombons da marca artesanal paulistana Busy Bee. Pelo primor da combinação, pode-se apostar que a lista de delícias à base da fruta e do chocolate deve aumentar no país.
É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides. Purifica o sangue, fortalece o sistema imunológico, alivia dores de garganta e ajuda a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado. Estudos científicos recentes em andamento e ainda não concluídos revelaram forte atividade como estimulante imunológico combatendo alguns tipos de câncer além de efeito antiviral contra os vírus da gripe, herpes, pólio e HIV tipo 1. Mais recentemente cientistas da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará descobriram uma substancia chamada "physalina" que atua no sistema imunológico humano evitando a rejeição de órgãos transplantados. A FioCruz e seus cientistas estão requerendo a patente desta descoberta

Fonte: daqui :), daí o português do Brasil

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Nada de novo

As minhas poucas visitas já devem ter reparado que não há nada de novo. E quando há são coisas vagas, escritas ou feitas por outrém, não directamente por mim ou de mim.

Antes estar caladinha do que ser um chorrilho de desabafos/lamentos.

Estou a pensar acabar de vez com o blog ou então criar um novo qualquer coisa tipo "Diário de bordo de uma falhada".

Até ? (não sei mesmo)

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Majestic



Fonte: Café Majestic

Mais do que um café, o Majestic conta a história do Porto. O Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto da "Belle Époque", dos escritores e dos artistas.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Último tesouro de Robert Capa chega a casa

Também retirado do JN de hoje.

por Cláudia Luís

Suficientemente perto até ser perto de mais Cerca de 3500 fotografias da Guerra Civil Espanhola captadas pelo mais célebre fotojornalista de guerra do século XX, Robert Capa (1913-1954), foram recentemente descobertas na Cidade do México. Escondidas durante quase 70 anos, estas imagens já chegaram ao Centro Internacional de Fotografia em Manhattan, fundado pelo irmão do repórter, Cornell Capa, mas o desfecho desta história, digna de um argumento de cinema, não foi fácil. Como noticiou o "The New York Times", em rigor, a autoria das fotografias não pertence exclusivamente a Capa. Nestas caixas também há imagens captadas por Gerda Taro - uma das primeiras fotógrafas e companheira profissional e íntima de Capa - e David Seymour, que fundaria com Capa a célebre agência fotográfica Magnum. A herança mexicana A saga da descoberta das três caixas de cartão - uma vermelha, uma verde e outra bege - começa em 1995, quando um cineasta mexicano envia uma carta a um professor universitário norte--americano, revelando que tinha encontrado um conjunto de negativos que faziam parte de uma herança da sua família e de cuja relevância histórica suspeitava. Tratava-se da herança que o general Francisco Aguilar Gonzales, diplomata em França na década de 30, havia deixado. Sabe-se hoje, através do seu biógrafo, que Robert Capa, que estava em Paris desde o início dos anos 30, temia que os soldados nazis destruíssem as fotografias da Guerra Civil Espanhola e que, por isso, por volta de 1940, pediu a um amigo, fotógrafo e seu colaborador no laboratório de Paris, Imre Weiz, que colocasse os rolos a salvo. Não se sabe precisar como, mas os rolos acabaram na posse do general Gonzalez e foi assim que foram parar à Cidade do México. Perguntas sem resposta São muitas as dúvidas que há ainda para esclarecer nesta história. Fica, por exemplo, por saber se o general Aguilar Gonzalez conhecia o conteúdo das caixas e, no caso de saber, por que motivo nunca tentou contactar Capa ou Weisz. Curiosamente, Weisz acabaria por ir viver para o México, onde casou com a pintora surrealista Leonora Carrington, relata o "The New York Times". Entretanto, todas as tentativas que o Centro Internacional de Fotografia fez para tentar recuperar o espólio fracassaram. Em causa estava o facto de estas caixas pertencerem ao património da família Aguilar Gonzalez e não à família de Capa. O impasse viria a ser resolvido por Trisha Ziff, curadora do mesmo centro de Manhattan que passou vários anos no México. Depois de um exigente período de argumentação e persuasão, a família mexicana acabaria por aceitar entregar o tesouro e Ziff voou com as caixas rumo a Nova Iorque. Mas nem com este final feliz a história fica por aqui. Da análise destas 3500 fotografias da Guerra Civil Espanhola podem nascer conclusões inquietantes quanto baste para abalar tudo o que se sabia até hoje sobre o nascimento da fotografia de guerra, como explicou, ao já referido diário nova-iorquino, o curador Brian Wallis. Nestes três caixas de cartão, está o princípio da fotografia moderna ainda por descobrir. "Se as fotografias não são suficientemente boas, é porque não se está suficientemente perto", afirmou Robert Capa, pioneiro do fotojornalismo de guerra, que faleceu no Vietname por ter estado perto de mais de uma mina terrestre, no dia 25 de Maio de 1954. Capa foi um fotógrafo autodidacta com formação académica em Ciências Políticas, tendo acompanhado várias guerras no terreno. Foi na fuga às perseguições nazis que alterou o seu nome de registo - Endre Friedmann -, gerando, juntamente com a companheira Gerda Taro, uma identidade artística que não correspondia ao fotógrafo húngaro independente, mas sim a um "famoso fotógrafo norte-americano". De toda a sua obra, há uma imagem que, mesmo envolta em polémica quanto ao seu realismo, foi considerada a imagem de referência da fotografia de guerra - "The falling soldier".